Padre Pio começava a rezar o Rosário de madrugada e continuava com o terço nas mãos entre a Missa, as confissões e os peregrinos.

Um confrade via Padre Pio rezando o Rosário muitas vezes ao dia. Certa vez, perguntou-lhe por que recorria tanto a essa oração.
Padre Pio respondeu que Nossa Senhora nunca lhe havia recusado uma graça pedida por meio do Rosário.
Sua devoção a Nossa Senhora do Rosário de Pompeia vinha de muitos anos. Pompeia é uma cidade italiana que abriga um santuário dedicado à Virgem Maria sob esse título. Padre Pio o visitou em 1901, quando ainda era menino.
Anos depois, voltou ao santuário como frade. Em suas cartas, mencionava as novenas que rezava à Virgem de Pompeia.
A oração começava de madrugada
Em San Giovanni Rotondo, Padre Pio celebrava a Santa Missa, passava horas no confessionário e distribuía a Sagrada Comunhão.
Também havia peregrinos à sua espera, além das orações e dos deveres da vida no convento. Seus dias eram cheios.
Mesmo assim, ele fazia questão de rezar o Rosário. Nos anos 1950, costumava levantar-se por volta das duas e meia da madrugada. Fazia o sinal da cruz, beijava o terço e começava a rezar. Às cinco horas, celebrava a Missa.
Depois, atendia confissões, primeiro dos homens e, em seguida, das mulheres. No caminho de volta ao seu quarto, encontrava pessoas que lhe pediam uma bênção, entregavam cartas ou buscavam um conselho.
Quando conseguia recolher-se, dedicava tempo à oração e à meditação. Às três da tarde, voltava ao confessionário.
O Rosário ao longo do dia
Às cinco horas da tarde, Padre Pio rezava o Rosário com os outros frades. Depois participava das orações na igreja e da bênção com o Santíssimo Sacramento.
Quando saía ao jardim, era visto percorrendo o caminho entre os pinheiros com o terço nas mãos.
Seus confrades também o viam com as contas nos corredores, nas escadas e na cela. Ele chamava o rosário de sua “arma”.
Frei Eusébio Notte descreveu uma cena que presenciava a caminho das confissões. Ele amparava Padre Pio pelo braço até a antiga sacristia.
Antes de entrar, o frade parava diante de uma imagem de Nossa Senhora. Segurava o terço e permanecia alguns minutos em oração. Depois seguia para atender os penitentes.
A oração no confessionário
Frei Tarcísio de Cervinara contou que Padre Pio lhe disse conseguir rezar e confessar ao mesmo tempo. Sua oração continuava durante as horas em que ouvia os fiéis.
Há ainda um registro do próprio Padre Pio. Em seu diário de 1929, anotou que, naquele período, rezava diariamente ao menos cinco Rosários completos.
Aos filhos espirituais, deixava um conselho que unia a devoção a Nossa Senhora à prática diária: “Amai Nossa Senhora e fazei que seja amada. Rezai sempre o Rosário, e rezai-o bem.”
Uma rosa para Nossa Senhora
Em 20 de setembro de 1968, completaram-se cinquenta anos desde que Padre Pio recebera os estigmas, as chagas de Cristo. Para recordar a data, ofereceram-lhe uma cesta com cinquenta rosas vermelhas.
Já muito debilitado, ele retirou uma delas e a entregou a um filho espiritual. Pediu que a levasse ao Santuário de Pompeia e a colocasse diante da imagem de Nossa Senhora do Rosário. Faleceu poucos dias depois.
Padre Pio queria que seus filhos espirituais também conhecessem e amassem Nossa Senhora. Hoje, seus conselhos sobre o Rosário podem chegar a pessoas que ainda não conhecem essa parte de sua vida.
A Associação Regina Fidei divulga sua vida e seus ensinamentos por meio de conteúdos preparados e distribuídos continuamente.
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Fontes:
Padre Pio, Epistolario, vol. IV, p. 1022 (registro de seu diário de 1929).
Frades Menores Capuchinhos de Pietrelcina, “Padre Pio e la Madonna di Pompei”.
Portal oficial de Padre Pio, “La giornata di Padre Pio” e “Ogni mattina Padre Pio a colloquio con la Madonna prima di andare a confessare” (relato de frei Eusébio Notte).
Grupos de Oração de Padre Pio, “A San Giovanni Rotondo il quadro della Madonna di Pompei e la rosa donata da Padre Pio”.
Padre Pio nella sua interiorità, “Con il rosario sempre in mano” (relato de frei Tarcísio de Cervinara).




