O nome Francisco, os estigmas, os relatos de milagres e até seus últimos dias mostram pontos de encontro entre a vida do santo de Assis e a do capuchinho de Pietrelcina.

São Francisco de Assis viveu no século XIII. Padre Pio nasceu mais de seiscentos anos depois. Ainda assim, suas histórias têm pontos de encontro que chamam a atenção. Padre Pio pertenceu à família religiosa fundada por Francisco, recebeu no batismo o nome Francesco e, como ele, passou por experiências que atraíram pessoas em busca de oração e auxílio.
1. Os dois se chamaram Francisco
São Francisco nasceu em Assis, na região que hoje pertence à Itália. Segundo a cronologia da Ordem dos Frades Menores, foi batizado Giovanni e passou a ser chamado Francesco por seu pai.
Padre Pio nasceu em Pietrelcina, também na Itália, e recebeu no batismo o nome Francesco Forgione. Ao ingressar na vida religiosa, tornou-se Frei Pio. Esse nome em comum é apenas uma das semelhanças entre suas histórias.
2. Padre Pio vestiu o hábito da família fundada por São Francisco
Francisco reuniu companheiros para viver o Evangelho e deu origem à Ordem dos Frades Menores. Dessa família religiosa fazem parte os capuchinhos.
Foi entre eles que o jovem Francesco Forgione ingressou, aos 16 anos. Recebeu o hábito em janeiro de 1903 e viveu como frade até a morte.
3. Receberam os estigmas
Em 1224, enquanto estava no monte Alverne, São Francisco recebeu em seu corpo as marcas da Paixão de Jesus Cristo.
Séculos depois, em 20 de setembro de 1918, Padre Pio recebeu os estigmas no convento de San Giovanni Rotondo. As chagas permaneceram durante grande parte de seu ministério sacerdotal e se tornaram uma das características mais conhecidas de sua vida.
4. Há numerosos relatos de curas e milagres durante a vida dos dois
Tomás de Celano narra que, em Toscanella, um pai levou a São Francisco o filho que não conseguia andar. Francisco rezou, impôs a mão sobre o menino, abençoou-o e o levantou. Segundo o relato, a criança ficou em pé e começou a caminhar pela casa. Celano também conta que, em Gúbio, uma mulher recuperou o movimento das mãos depois que Francisco as tocou.
Os testemunhos de curas ligadas a Padre Pio também começaram enquanto ele vivia. Os capuchinhos de San Giovanni Rotondo registram o caso de Italia Di Chiara, uma menina de três anos com paralisia infantil. Seu pai a levou ao frade, que pediu que retirassem o aparelho ortopédico de suas pernas. Conforme o relato, ela conseguiu ficar em pé e andar. O próprio pai, Pasquale Di Chiara, havia contado que voltara a caminhar sem bengala após procurar Padre Pio.
5. Escolheram viver na pobreza
Francisco deixou a vida confortável que poderia ter levado como filho de um comerciante. Em seu Testamento, recordou que os primeiros irmãos davam aos pobres os bens que possuíam e se contentavam com uma túnica simples.
Padre Pio viveu o espírito de pobreza de sua vocação capuchinha. Mesmo quando multidões passaram a procurá-lo, continuou a levar a vida simples do convento. Sua biografia registra como ele próprio desejava ser visto: «apenas um pobre frade que reza».
6. Doenças graves interromperam seus planos
Na juventude, São Francisco passou por uma longa enfermidade. Tomás de Celano conta que, durante a recuperação, precisava apoiar-se em um bastão para andar pela casa. Quando conseguiu sair e contemplar os campos, percebeu que já não olhava para eles como antes. Foi também nesse período que começou a olhar de outra maneira para a vida que levava.
Padre Pio também precisou deixar o convento por causa da saúde e permanecer por anos junto à família, em Pietrelcina. Em 1915, médicos diagnosticaram uma infecção pulmonar e recomendaram-lhe convalescença. Mais tarde, ele pôde voltar à vida em comunidade e prosseguir seu ministério.
7. Cuidaram de pessoas enfermas
São Francisco escreveu que, antes de sua conversão, lhe parecia penoso ver pessoas com lepra. Depois, aproximou-se delas e passou a tratá-las com misericórdia. Ele considerou esse encontro tão importante que o colocou no início de seu Testamento.
Padre Pio acolhia os que lhe pediam oração e quis oferecer aos doentes também um lugar de tratamento. Dessa iniciativa nasceu a Casa Sollievo della Sofferenza, hospital inaugurado em San Giovanni Rotondo em 1956.
8. Cultivaram grande devoção a Nossa Senhora
São Boaventura recorda o amor de Francisco pela Mãe de Jesus e a confiança que nela depositava. Perto da morte, ele pediu para ser levado à Porciúncula, lugar especialmente querido por sua devoção a Nossa Senhora.
Padre Pio recorria constantemente à Virgem Maria por meio do Rosário. O santuário de San Giovanni Rotondo recorda que ele rezava o terço muitas vezes ao dia e o conservou consigo até seus últimos momentos.
9. Ambos viveram experiências místicas com Nosso Senhor
A Legenda dos Três Companheiros conta que Francisco entrou na igreja de São Damião e começou a rezar diante de um Crucifixo. Então ouviu Cristo pedir que restaurasse sua casa. Francisco procurou atender ao chamado e começou pela recuperação daquela pequena igreja.
Padre Pio registrou em carta ao padre Agostinho uma experiência ocorrida em março de 1913. Enquanto estava em Pietrelcina, viu Jesus sofrendo. A visão o comoveu e ele perguntou a Nosso Senhor a razão de tanta dor. As palavras que ouviu tratavam da indiferença daqueles que deveriam corresponder ao amor de Cristo.
10. Permaneceram fiéis ao seu propósito até o fim
Nos últimos anos, São Francisco estava muito debilitado e quase cego. Foi nesse período que compôs boa parte do Cântico do Irmão Sol, louvando a Deus pela criação. Ao sentir a morte próxima, ditou seu Testamento e pediu que o levassem à Porciúncula, lugar tão importante em sua vida de oração.
Padre Pio também chegou aos últimos meses com poucas forças e precisava de uma cadeira de rodas. Na manhã de 22 de setembro de 1968, foi ao altar apoiado no braço de um confrade e celebrou sua última Missa.
Ao fim, sofreu um colapso e precisou ser amparado. Ainda quis ir ao confessionário para atender os fiéis, mas a fraqueza o obrigou a voltar à cela antes de chegar lá.
São Francisco deixou aos irmãos suas últimas recomendações. Padre Pio quis celebrar a Missa e atender os penitentes até onde suas forças permitiram. Até o fim, cada um procurou permanecer fiel à vocação que havia abraçado.
Esse mesmo zelo de Padre Pio pelas almas inspira o trabalho da Associação Regina Fidei para tornar sua vida e seus ensinamentos conhecidos por mais pessoas.
Ao se tornar um Filho Protegido do Padre Pio, sua contribuição regular ajuda a manter esse apostolado e a fazer essa devoção chegar a mais pessoas.
TORNE-SE FILHO PROTEGIDO DO PADRE PIO
Fontes:
Ordem dos Frades Menores, San Francesco e Testamento de São Francisco.
Legenda dos Três Companheiros, cap. 5.
Tomás de Celano, Primeira Vida, caps. 2 e 24; Segunda Vida, cap. 23.
Custódia do Sacro Convento de Assis, St. Francis and the Virgin Mary.
Biografia de Padre Pio publicada pela Santa Sé.
Convento dos Capuchinhos de Pietrelcina, Sette anni di malattia.
Portal oficial de Padre Pio, Il dono delle guarigioni; relato da visão de março de 1913; biografia e testemunho de padre Paolo Covino sobre a última Missa.
Convento Santuário de São Pio de Pietrelcina, Il Santo Rosario.





