Diante da revolta dos anjos, São Miguel permaneceu fiel a Deus. Seu brado continua sendo um chamado à humildade, à coragem e ao combate espiritual.

No dia 29 de setembro, a Igreja celebra a festa dos Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael.
Entre eles, São Miguel aparece nas Sagradas Escrituras de modo particularmente grandioso: como aquele que combate contra o dragão e conduz os anjos fiéis na batalha contra as forças do mal.
Seu próprio nome contém uma mensagem: Miguel significa “Quem como Deus?” Essa pergunta é, ao mesmo tempo, uma profissão de fé e um brado de combate.
Segundo a tradição cristã, diante da revolta de Lúcifer, que por orgulho se insurgiu contra Deus, São Miguel permaneceu fiel.
Contra a pretensão da criatura de se colocar no lugar do Criador, ele proclama: “Quem como Deus?”
A humildade que tornou São Miguel forte
Plinio Corrêa de Oliveira, comentando a figura do Arcanjo, chama a atenção para esse aspecto: “A Santa Igreja venera, em São Miguel Arcanjo, principalmente o modelo da humildade cristã.”
À primeira vista, pode parecer surpreendente relacionar São Miguel, representado com espada, armadura e vencendo o demônio, com a humildade. Mas não existe contradição.
A verdadeira humildade não consiste em fraqueza ou timidez. Consiste em reconhecer quem é Deus e qual é o nosso lugar diante d’Ele. São Miguel é humilde porque tudo atribui a Deus, tudo faz por Deus e nada pretende para si.
É dessa humildade que nasce sua força.
Uma batalha que continua em nossos dias
O combate descrito no Apocalipse não pertence apenas ao passado. A luta entre o bem e o mal também está presente na vida de cada um de nós.
Ela acontece quando somos tentados a colocar nossa vontade acima da vontade de Deus; quando o orgulho dificulta reconhecer uma falta; quando o desânimo procura nos afastar da oração; ou quando aquilo que nos cerca parece tornar cada vez mais difícil permanecer fiel.
Nesses momentos, podemos repetir as palavras contidas no nome de São Miguel: Quem como Deus?
Quem pode ocupar o lugar de Deus em nossa vida? O dinheiro? O sucesso? A opinião dos outros? Nossos próprios desejos? Nada nem ninguém.
Por isso, a devoção a São Miguel tem muito a nos ensinar. A vida cristã exige confiança em Deus, mas também vigilância, coragem e disposição para o combate espiritual.
Peçamos a proteção de São Miguel
A Igreja há muito recorre à proteção do Arcanjo. Uma das mais conhecidas orações dirigidas a ele foi composta pelo Papa Leão XIII: “São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate. Sede nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio.”
Peçamos a São Miguel que nos ajude a conservar a fé quando ela for provada; a reconhecer humildemente nossas fraquezas; a resistir às tentações; a defender aquilo que é verdadeiro e bom; e, sobretudo, a colocar Deus acima de todas as coisas. “Quem como Deus?”
E quando o orgulho, o medo ou o desânimo quiserem tomar conta de nossa alma, lembremo-nos das palavras contidas no próprio nome do grande Arcanjo: Quem como Deus?
A resposta é simples: Ninguém como Deus.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate!


