Em 1962, Karol Wojtyła escreveu a Padre Pio por uma médica polonesa gravemente enferma. Onze dias depois, enviou uma segunda carta para agradecer.

O pedido urgente que chegou à cela de Padre Pio
Em novembro de 1962, bispos de vários países estavam reunidos em Roma para o Concílio Vaticano II.
Entre eles estava Karol Wojtyła, então bispo e vigário capitular de Cracóvia. No futuro, ele se tornaria o Papa São João Paulo II.
Durante sua permanência em Roma, Wojtyła recebeu uma notícia preocupante. Sua amiga Wanda Półtawska estava internada na Polônia. Os médicos suspeitavam de um grave câncer intestinal.
Wanda tinha quarenta anos e era mãe de quatro filhas. Ela já havia enfrentado grandes sofrimentos.
Aos 19 anos, fora presa pelos nazistas por participar da resistência polonesa. Depois, foi enviada ao campo de concentração. Ali recebeu o número 7709 e foi submetida a experiências médicas e científicas.
Wanda sobreviveu e tornou-se médica. Agora, porém, sua vida estava novamente em perigo.
A carta entregue a Padre Pio
No dia 17 de novembro de 1962, Karol Wojtyła escreveu uma carta em latim a Padre Pio:
“Venerável Padre, peço-vos que eleveis uma oração por uma mãe de quatro filhas, de quarenta anos, de Cracóvia, na Polônia. […] Ela se encontra em gravíssimo perigo de saúde e até mesmo de vida por causa de um câncer. Que Deus, pela intercessão da Santíssima Virgem, mostre a ela e à sua família a sua misericórdia.”
A carta foi entregue a Angelo Battisti. Ele trabalhava na Santa Sé e era filho espiritual de Padre Pio.
Battisti viajou até San Giovanni Rotondo. Na noite de 18 de novembro, entregou a correspondência a Padre Pio.
Segundo seu testemunho, Padre Pio pediu que a carta fosse lida em voz alta. Depois, assegurou que rezaria por aquela mãe e declarou:
“A este não se pode dizer não.”
Agradecimento ao Padre Pio
Wanda não sabia que Wojtyła havia pedido as orações de Padre Pio.
Enquanto isso, os médicos preparavam a cirurgia. Na manhã marcada para a operação, ela acordou sem as dores que sentia.
Novos exames foram realizados. Depois de avaliá-los, os médicos decidiram que já não havia motivo para operá-la.
Ao receber a notícia, Karol Wojtyła escreveu novamente a Padre Pio. A segunda carta foi datada de 28 de novembro, apenas onze dias depois da primeira.
Nela, o bispo informou que Wanda havia recuperado inesperadamente a saúde antes da cirurgia. Também agradeceu a Deus e a Padre Pio em nome dela, do marido e das quatro filhas.
Ao ouvir a notícia, Padre Pio respondeu:
“Seja Deus louvado.”
Em seguida, pediu que Battisti conservasse as duas cartas.
“Agora está tudo bem?”
Wanda só soube do pedido depois que o futuro Papa João Paulo II retornou à Polônia.
Cinco anos mais tarde, em 1967, ela conseguiu viajar até San Giovanni Rotondo. Ali participou da Santa Missa celebrada por Padre Pio.
Ao final da celebração, Padre Pio olhou em volta como se procurasse alguém. Depois, aproximou-se de Wanda, encostou em sua cabeça e perguntou:
“Agora está tudo bem?”
Segundo o testemunho da própria Wanda, naquele instante ela compreendeu melhor a importância das orações feitas por sua intenção.
Desde então, passou a chamar Padre Pio de “meu santo particular”.
Uma longa vida dedicada ao próximo
Wanda viveu até os 101 anos. Dedicou grande parte de sua vida à defesa da família, dos enfermos, dos idosos e das crianças ainda não nascidas.
Karol Wojtyła pediu pela vida de uma mãe. Padre Pio rezou. E ela empregou os muitos anos que ainda viveu no serviço a outras vidas.
Essa história também convida a uma reflexão:
Que pedido confiar hoje à intercessão de Padre Pio? As intenções podem ser deixadas nos comentários.
Fontes:
Portal oficial Padre Pio — Conteúdo das cartas e depoimento de Angelo Battisti
Vatican News — Vida e testemunho de Wanda Półtawska
Província Capuchinha de São Conrado — Relato e reprodução das cartas




