Hosana Hoje, Crucifica-o Amanhã: O Domingo de Ramos e a Inconstância Humana

No Domingo de Ramos, a Igreja convida a olhar para o próprio coração: será que aplaudimos hoje para crucificar amanhã?

De um lado, ramos e aclamações. De outro, espinhos e silêncio. Entre esses dois extremos se revela algo profundamente humano e perigosamente instável.

Hoje é o Domingo de Ramos, que precede a festa da Páscoa e dá início à Semana Santa.

Para bem compreender e viver a Semana Santa, é preciso observar o que vai se desenrolar no drama da Paixão e reviver os acontecimentos dos últimos dias da vida do Salvador aqui na terra.

A entrada triunfal em Jerusalém

Jesus, à frente de uma romaria, vai de Jericó a Betânia, onde é recebido por seus amigos Lázaro, Maria e Marta, que para O homenagearem, dão um banquete.

Muita gente vem de Jerusalém a Betânia para ver a Jesus e a Lázaro, que Ele ressuscitou.

Com estas multidões Nosso Senhor parte, no dia seguinte, em direção a Jerusalém, passando pelo Monte das Oliveiras.

Festiva é sua entrada na Cidade Santa: os discípulos e o povo cortaram ramos de palmeiras e oliveiras e os espalharam pelo chão em homenagem ao seu Rei.

Observemos, porém, um contraste que deveria inquietar qualquer consciência atenta.

O apóstolo São João narra no seu Evangelho que, no domingo:

“Uma grande multidão de povo, que tinha vindo à festa da Páscoa, ouvindo dizer que Jesus, montado num jumentinho, se aproximava da cidade, saiu-lhe ao encontro… e seguiu-o em magnífico cortejo até à entrada do Templo…” (cf. Jo 12,12-13ss)

O Evangelista descreve uma multidão que saiu ao encontro de Jesus, acompanhando-o em procissão até o Templo. O ambiente era de exaltação.

Poucos dias depois: o abandono

Mas aquele entusiasmo não resistiu.

Passados alguns dias, durante o julgamento de Jesus diante do governador romano Pôncio Pilatos, a multidão clamou pela crucificação.

O mesmo povo que o aclamou como rei não permaneceu ao seu lado na hora da provação.

Os apóstolos e discípulos, por sua vez, também se dispersaram. As narrativas indicam que, no momento da prisão e da condenação, Nosso Senhor ficou desamparado.

São Pedro, que havia prometido ser fiel e defender o Redentor, negou-o três vezes. Só São João foi exceção entre os apóstolos.

Tal é a inconstância do coração humano: o mesmo coração que hoje aclama, amanhã pode rejeitar.

O que hoje é belo, famoso, aclamado, pode ser amanhã detestado e cuspido.

Se você deseja permanecer firme, sem se deixar levar por essa instabilidade que domina tantas almas, entre agora para a Família Regina Fidei no WhatsApp.

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Mensagem de Fátima e a crítica à inconstância

Essa oscilação não aconteceu apenas com os judeus na Semana Santa; acontece ainda hoje.

Diante dessa tendência humana de se deixar levar pela multidão, Nossa Senhora já havia dado um alerta preciso.

Em uma das revelações feitas às crianças videntes, em especial a Santa Jacinta Marto, a mensagem foi direta:

“As pessoas que servem a Deus não devem seguir as modas. A Igreja não tem modas. Nosso Senhor é sempre o mesmo.”

A multidão muda conforme o vento das opiniões, conforme o que é politicamente correto ou socialmente vantajoso.

Essa é uma realidade que interpela diretamente: Quantas vezes promete-se fidelidade a Deus e, diante da primeira dificuldade, O abandonam?

Semana Santa como ponto de inflexão

Para a tradição católica, a Semana Santa convida os fiéis a revisitar esse contraste como uma reflexão sobre a própria postura diante da fé.

A celebração do Domingo de Ramos, neste sentido, carrega um simbolismo ambivalente: é ao mesmo tempo memória da aclamação e alerta contra a superficialidade do entusiasmo que não resiste à prova.

A figura de São João, presente tanto na entrada triunfal quanto ao pé da cruz, é frequentemente apontada como modelo de discipulado.

Diferente da multidão que oscilou entre o “Hosana” e o “Crucifica-o”, o apóstolo amado permaneceu.

O intervalo entre o domingo de ramos e a sexta-feira santa é justamente o espaço onde a coerência da fé é posta à prova.

Se Nosso Senhor é sempre o mesmo, assim deve ser o coração do católico que O ama.

Caso contrário, o “Hosana” pode não passar de um entusiasmo passageiro… que se cala no momento da cruz.

Não deixe que sua fé dependa do momento.

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