Mais de cem anos depois, os avisos de Nossa Senhora permanecem diante de um mundo que insiste em não se converter.

Do ano 2000, quando o Terceiro Segredo de Fátima foi revelado pelo Vaticano até 2026, muita coisa aconteceu, mas uma coisa é certa: a voz da Cova da Iria não calou.
Suas palavras, contundentes, ecoam com força ainda maior atualmente, pois, passados mais de cem anos, a mensagem de Fátima se agiganta em atualidade, como se vê no confronto direto com os fatos.
Como se expressou em 1952 o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira, grande líder católico:
“Na confusão da Terra, abriram-se os Céus e a Virgem apareceu em Fátima para dizer aos homens a verdade. Verdade austera, de admoestação e penitência, mas verdade rica em promessas de salvação.
O milagre de Fátima se repetiu para atestar que as ameaças de Deus continuam a pairar sobre os homens; mas que a proteção da Virgem jamais abandonará a Igreja e seus verdadeiros filhos”.
Poderíamos nos expressar nos presentes dias do mesmo modo.
A Mensagem de Nossa Senhora de Fátima continua mais atual do que então, porque o mundo insiste em caminhar pelas mesmas vias que ela advertiu para não serem seguidas.
Um Alerta que Paira sobre o Mundo
Os fatos são inegáveis. Desde que o Vaticano revelou o conteúdo do Terceiro Segredo, o mundo mergulhou em uma sequência vertiginosa de crises que deixaram de ser episódicas e passaram a estruturar a vida das nações.
Guerras localizadas explodem com ferocidade inaudita, invasões redefinem fronteiras e a discórdia parece ser o idioma comum entre as nações.
Qualquer um que acompanhe o noticiário sente um frio na espinha ao especular sobre a eclosão de um conflito de proporções cataclísmicas.
Esses conflitos não surgem do nada. Eles brotam de decisões, mentalidades e rejeições morais acumuladas ao longo do tempo.
Nesse cenário sombrio, as palavras da Virgem na aparição de 13 de julho de 1917 e as que revelou à pequena Jacinta, ganham uma dimensão profética aterradora:
“Várias nações serão aniquiladas”.
“As muitas guerras e discórdias outra coisa não são senão castigos dos pecados do mundo”.
Essa visão se materializa hoje no ressurgimento de discussões sobre soberania nacional ou na contestação pública dos valores morais por líderes políticos e civis, como se a ordem natural estivesse permanentemente em disputa.
Será que não estamos, coletivamente, colhendo o fruto amargo de nossas próprias escolhas?
A Virgem Santíssima, em Fátima, previu o fim da Primeira Guerra, mas alertou que se os homens não se convertessem, outra ainda pior eclodiria.
Duas décadas depois, a Segunda Guerra Mundial ensanguentou o planeta.
Ninguém pode afirmar com certeza que uma Terceira está às portas, mas é impossível negar que o mundo voltou a brincar perigosamente com forças que não controla.
O Mundo cada vez mais distante de Deus
O cerne do apelo de Fátima, no entanto, é espiritual. Nossa Senhora pediu aos três pastorinhos — Lúcia, Francisco e Jacinta — que rezassem e se sacrificassem pela salvação das almas.
Num mundo onde o pecado é banalizado e o afastamento de Deus cresce assustadoramente, esse apelo não é atualíssimo?
Pesquisas como as do Pew Research Center (instituto de pesquisa dos EUA que estuda questões sociais que moldam o mundo) indicam uma taxa alta de abandono da religião de infância, especialmente entre os jovens das gerações millennial e Z.
Para cada pessoa que se junta a uma fé, mais de três que foram criadas em um ambiente religioso tornam-se atéias ou agnósticas.
Esse dado revela uma ruptura geracional na transmissão da fé (que deveria ser recebida como herança) e nos põe diante da terrível pergunta de Jesus:
“Quando, porém, vier o Filho do Homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18,8)
Isso sem falar na grande apostasia dos católicos que, esfriando na Fé, terminam enveredando por outros caminhos, muitas vezes mantendo apenas uma identidade cultural vazia, e colocando suas almas em grave risco de perdição.
Portanto, há uma grande parcela de pessoas que não conhecem os avisos que Nossa Mãe Santíssima fez, e essa parcela aumenta dia a dia.
Por isso, cada vez mais as mensagens de Fátima são esquecidas, seja por ignorância, seja pela resistência dos homens às suas exigências.
É para enfrentar exatamente esse esquecimento e impedir que a Mensagem de Fátima se perca em meio ao ruído do mundo moderno que nasceu o grupo Missionários de Fátima.
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O apelo ignorado do Imaculado Coração
Na sua terceira aparição em Fátima, Nossa Senhora mostrou o inferno às crianças e disse:
“Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração”.
Diante dessa promessa, observando ao nosso redor, algumas perguntas se impõem: será que essa devoção está verdadeiramente instalada no coração dos fiéis ou permanece apenas no nível do discurso?
Os Cinco Primeiros Sábados são conhecidos e praticados com fervor, ou foram relegados ao esquecimento em meio a uma religiosidade apressada e sem compromisso?
Onde essa devoção não forma os corações, a cultura acaba por deformá-los.
Basta uma rápida observação nas redes sociais ou na cultura contemporânea para constatar que cada vez mais ofensas e blasfêmias atingem a Mãe de Deus, frequentemente tratadas como irrelevantes ou normais.
Seria tolice acreditar, então, que a Mensagem de Fátima pertence ao passado.
O Papa Bento XVI, em 2010, deixou isso claro: “Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima está concluída”.
A Mensagem de Fátima é Atual e Eterna
Apesar das trevas, há uma estrela de esperança fixa no horizonte de Fátima, a promessa final de Nossa Senhora:
“Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.
Esse triunfo, contudo, parece adiar-se e não é possível vislumbrá-lo para tão cedo. Muitos se perguntam, com ansiedade: quando ele se realizará?
São Luís Maria Grignion de Montfort, grande santo e missionário do século XVIII, no parágrafo 217 do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, responde:
“Quando virá este tempo feliz em que Maria será estabelecida Senhora e Soberana nos corações; para submetê-los plenamente ao império de seu grande e único Jesus? […] Esse tempo só chegará quando se conhecer e praticar a devoção que ensino.”
A resposta parece estar diante de nós: se o triunfo ainda não se tornou visível, é porque a conversão que o precede não se realizou.
Portanto, a mensagem de Fátima permanece atual não apenas porque o que Nossa Senhora pediu ainda não foi atendido, mas porque ela oferece um diagnóstico preciso da raiz de nossos conflitos (o pecado) e prescreve o remédio com clareza inequívoca.
Se há ainda dúvida, basta olhar para este início de 2026, frente a conflitos geopolíticos reais e a uma erosão moral palpável, e medir a atualidade de Fátima por uma métrica fácil e direta: a paz que ela prometeu, chegou ou não?
A perseguição aos cristãos no mundo todo, especialmente na Nigéria, a guerra na Ucrânia, os conflitos no Oriente Médio, a instabilidade global e a erosão da fé não são fenômenos aleatórios; mostram que os avisos de 1917 parecem ter sido dados pensando em 2026.
Diante desse cenário, permanecer apenas como espectador já não parece uma opção coerente. A Mensagem de Fátima exige resposta concreta: oração, reparação e compromisso contínuo.
Clique aqui e una-se aos Missionários de Fátima, assumindo de forma consciente e perseverante o chamado feito por Nossa Senhora em 1917.
Quando olharmos a sério para profecia que Nossa Senhora fez à pequena Jacinta: “a guerra é castigo do pecado”, temos a chave explicativa para os jornais da noite e para o inverno espiritual que assola muitos lares.
Cabe a nós, agora, decidir se ouviremos o chamado de Nossa Senhora ou continuaremos a assistir passivamente às consequências anunciadas, esperando que outros façam o que foi pedido a cada um de nós.




