As Cinco Chagas do Senhor: Fonte Viva de Graça e Salvação

Celebrada hoje em Portugal, essa festa é de grande importância também para o Brasil. Conheça!

Hoje, 7 de fevereiro, em Portugal, a Igreja celebra a Festa das Cinco Chagas de Cristo; e aqui no Brasil, podemos unir-nos aos nossos irmãos portugueses.

Esta união espiritual tem uma profunda raiz histórica, que remonta às próprias origens de Portugal.

O grande Luís de Camões, na monumental obra Os Lusíadas, descreve a presença das chagas de Nosso Senhor no escudo português:

“Vede-o no vosso escudo que presente/
Vos amostra a vitória já passada/
Na qual vos deu por armas e deixou/
As que Ele por Si na Cruz tomou”.

Segundo uma tradição, Jesus crucificado teria aparecido a D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal, garantindo-lhe a vitória na batalha de Ourique e profetizando que Portugal levaria o nome de Jesus a terras distantes e a povos estrangeiros.

Sendo o Brasil parte fundamental desse desígnio missionário, nós, brasileiros, também fomos contemplados nessa promessa, herdando essa mesma devoção que moldou a fé de nossa pátria mãe.

Mas, para além da história, qual o profundo significado teológico das Santas Chagas que as torna tão veneradas?

A Devoção às Santas Chagas

Os Quatro Evangelhos atestam a existência das Chagas no Corpo adorável do Redentor.

Foram profetizadas pelo profeta Isaías que afirmou:

“Mas ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos curados graças às suas chagas.” (Is 53,5)

Essas chagas, porém, não foram apagadas pela glória da Ressurreição. Permaneceram no Corpo glorioso de Jesus como testemunho eterno de que Ele sofreu e morreu pela nossa salvação.

Poucos dias após a ressurreição, é o próprio Redentor que convida o incrédulo São Tomé a ter devoção às suas Santas Chagas.

“Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos. Aproxima a tua mão e mete-a no meu lado” (Jo 20,27).

Já deslumbrado, Tomé respondeu-Lhe: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,28).

Por que é que Jesus lhes mostra as mãos e o lado? Ficou neles um rastro evidente do tormento da crucifixão. No entanto, a vista das chagas não os enche de dor, mas de paz; não lhes provoca rejeição, mas alegria.

As Chagas gloriosas são o selo visível e permanente do seu sacrifício. Elas manifestam que o Seu Amor não foi passageiro, mas irrevogável.

Mesmo na glória da Ressurreição, Jesus carrega as marcas da Paixão para mostrar que o seu sim ao Pai é irrevogável e a nós, pecadores, que Seu Amor é definitivo e eterno.

Troféus da Vitória sobre a Morte

É à luz desta verdade que os Padres da Igreja aprofundaram o mistério das Santas Chagas.

Refletindo sobre este mistério, Santo Agostinho de Hipona mostrou como a permanência das Santas Chagas atesta que a morte de Cristo foi uma oferta perfeita e aceita pelo Pai.

Na glória do Céu, elas não são marcas de derrota, mas troféus de vitória e insígnias da sua Realeza eterna.

Mais que um memorial, as Santas Chagas são fontes permanentes de graça, pelas quais os frutos da Redenção continuam a ser aplicados às almas ao longo dos séculos.

Compreende-se, assim, porque as Chagas de Cristo se tornaram o remédio que cura as feridas mais profundas do homem, físicas e espirituais.

Não é de admirar, portanto, que esta devoção tenha inflamado os corações dos maiores santos.

São Francisco de Assis foi tão devoto das Chagas Sagradas que teve a honra de ser a primeira pessoa estigmatizada documentada na história.

Além dele, Santa Verônica Giuliani, Santa Rita de Cássia e uma legião de santos e almas virtuosas foram galardoados com os estigmas da Paixão de Cristo.

Desse modo maravilhoso, Nosso Senhor premiou o amor e a fidelidade de alguns daqueles que mais O amaram na face da terra.

Entre eles, um santo marcaria de modo singular a vida da Igreja no século XX.

Padre Pio e as Santas Chagas

A devoção às Cinco Chagas, porém, não ficou no passado. Nos nossos tempos, Deus colocou diante de nós um sinal incontestável dessa verdade na pessoa de São Pio de Pietrelcina.

Ao ser estigmatizado no dia 20 de setembro de 1918, Nosso Senhor lhe confiou 3 missões:

(1) associar-se à Paixão de Jesus;
(2) solidarizar-se com as dores de Maria Santíssima;
(3) ocupar-se com a salvação dos outros.

E São Pio de Pietrelcina se empenhou nessas três missões até o último dia de sua longa vida.

Então, neste dia em que veneramos as Santas Chagas de Cristo, tomemos consciência de que o verdadeiro cristão deve se esforçar para se tornar semelhante em tudo a Jesus Cristo.

Devemos assumir em nossas vidas estas mesmas missões: unir nossos sofrimentos aos dEle, consolar o Coração Imaculado de Maria e trabalhar, pela oração e pela ação, na salvação das almas.

Só assim, seguindo o exemplo deixado pelo Padre Pio, seremos verdadeiramente seus filhos espirituais e instrumentos vivos da Redenção de Jesus no mundo.

Para viver essa entrega de forma mais constante, clique aqui e faça parte do grupo Filhos Protegidos do Padre Pio.

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