A Voz do Anjo, a Força da Confissão e a Identidade Católica: Um Convite à Profundidade

Reflexões sobre a beleza da fé, o mistério do tempo de Deus e o que realmente significa pertencer à Igreja, inspiradas na espiritualidade de Padre Pio.

Por Equipe Programa Padre Pio.

Hoje, convidamos você a uma conversa de coração aberto, baseada nas inúmeras cartas e mensagens que nossa família espiritual compartilha diariamente. Nestes tempos em que a superficialidade muitas vezes reina, é preciso resgatar o Verdadeiro, o Bom e o Belo.

Antigamente, a sociedade sabia distinguir o verdadeiro poeta daquele que apenas fazia rimas mecânicas. O poeta verdadeiro tinha o “dom de Deus”: dizia as coisas com simplicidade, mas com uma força capaz de transmitir a beleza e encantar a vida.

É com esse espírito — buscando a beleza que vem de Deus — que queremos meditar sobre três pilares essenciais da nossa caminhada: a presença real do nosso Anjo da Guarda, o poder renovador da Confissão e a firmeza da nossa identidade católica.

1. O Poema do Anjo da Guarda: Uma História de Fidelidade

Recebemos recentemente um poema belíssimo de nossa amiga Inês, que dá voz ao Anjo da Guarda. É uma obra que descreve, com tocante sensibilidade, a fidelidade deste amigo celeste desde o nosso berço até o reencontro com Deus.

Vale a pena meditar nestes versos que narram a jornada de uma alma sob o olhar do Anjo:

“Eu me lembro de ti, tinhas quase um ano. De manhã, ao acordar, precisavas de alguém. Ao me ver chegar, rias o tempo todo… Tua alegria de bebê colocava meu coração em festa quando estendias os braços para me fazer dançar.”

O poema nos leva pelos caminhos tortuosos da adolescência, onde muitas vezes esquecemos nosso protetor:

“Um dia, tiveste quinze anos… Tu ias sucumbir ao amor proibido que turba os espíritos e corrompe os corpos. Que infeliz eu estava! Mas o meu gládio de fogo impediu… Tu voltaste para casa com o coração partido, e eu chorava baixinho enquanto pousava minha mão em tua fronte.”

E termina com a redenção e o reconhecimento, já na vida adulta:

“Depois, tu voltaste. A luz passou e tu me reconheceste: Esse servidor de Deus, teu único Anjo da Guarda.”

Que este relato poético sirva de exame de consciência: Temos conversado com nosso Anjo? Ele é o vigia de nossa alma, cuja missão é nos levar aos céus e “acordar Deus” em nossos corações.

2. A Confissão: Muito mais que um desabafo

Muitos de vocês têm partilhado a graça do retorno aos sacramentos. O testemunho de Marcelo, que voltou a se confessar a cada 15 dias graças aos conteúdos sobre o Padre Pio, nos recorda uma lição vital.

Padre Pio insistia na confissão frequente. E por quê? Além de trazer a paz de consciência e fazer “pele nova” na alma, a doutrina católica nos ensina algo extraordinário:

Na Confissão, Deus não apenas perdoa. Ele concede uma graça sacramental específica, uma força especial para combater justamente os pecados que acabamos de confessar.

Se não nos confessamos, ficamos sem essa “munição” necessária para a batalha. A humilhação de contar nossas faltas é salutar; é o remédio que cura o orgulho e abre as portas da graça.

3. O Tempo de Deus e as Almas do Purgatório

Outro tema que surgiu em nosso apostolado — suscitado pelas reflexões de Inês e João Carlos — é o mistério do tempo.

Para nós, o tempo passa linearmente. Para Deus, tudo é um eterno presente. Isso muda completamente a forma como rezamos pelas almas do Purgatório.

Alguns dizem: “Ah, meu avô morreu há 40 anos, não precisa mais de missas”. Isso é um erro. Como Deus está fora do tempo, uma Missa rezada hoje beneficia a alma daquela pessoa no exato momento de sua morte ou de sua purificação, mesmo que décadas tenham se passado no nosso calendário.

Não deixemos de rezar pelos nossos falecidos. As regras do Purgatório e da eternidade escapam à nossa lógica humana, mas a Misericórdia de Deus aproveita cada oração.

4. O que define um Católico? (A Firmeza da Doutrina)

Recebemos mensagens agradecendo a “clareza e firmeza” com que os temas são tratados aqui. Uma ouvinte, Regina, disse que nossas meditações deveriam estar no catecismo. Na verdade, elas estão. O que fazemos é apenas repetir o que a Igreja sempre ensinou, sem diluições.

Mas, afinal, o que é ser católico? Não basta apenas “rezar”. O Catecismo e a Tradição nos dão três condições indispensáveis para sermos considerados católicos:

  1. O Batismo: Ser batizado na única Igreja estabelecida por Jesus Cristo.
  2. A Fé Íntegra: O católico é obrigado a crer e professar a integralidade da doutrina. A fé católica é um todo coerente, como um tecido perfeito. Se puxamos um fio (negando um dogma ou ensinamento moral que não gostamos), tudo se desfaz. Não podemos escolher o que crer. Se há algo difícil de aceitar, devemos estudar, rezar e buscar entender, mas nunca negar.
  3. A Unidade e Obediência: Permanecer na unidade do Corpo Místico, recebendo os sacramentos e submetendo-se aos pastores legítimos, em comunhão com o Papa.

Agradecimento à Família Regina Fidei

Por fim, queremos agradecer a todos que sustentam esta obra. Não confundam o mensageiro com a mensagem: se vocês sentem uma graça ao assistir nossos vídeos, essa graça vem de Deus e do Padre Pio, não de nós. Nós somos apenas a “equipe de apoio”, o advogado de uma causa excelente.

Aos nossos benfeitores, que com sacrifício mantêm este apostolado: vocês são a linha de frente. Vocês são o traço de união entre as almas e o Padre Pio. Um dia, no Céu, saberemos quantas almas foram salvas porque vocês permitiram que essa mensagem chegasse até elas.

Que Nossa Senhora Aparecida e São Pio de Pietrelcina abençoem a todos.

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