Nossa Senhora converte Ratisbonne através da Medalha Milagrosa

Conheça a aparição de Nossa Senhora a Alphonse Ratisbonne, banqueiro judeu que se converteu à fé católica.

20 de janeiro pode parecer apenas um dia qualquer no calendário, mas, em 1842, este dia presenciou um dos eventos religiosos mais extraordinários do século XIX.

Os protagonistas dessa história são três: a Mãe de Deus, um barão recém-convertido ao catolicismo, e seu amigo, um banqueiro judeu, conhecido por seu desprezo aberto pela fé católica.

E essa história se desenrolaria na belíssima Basílica de Sant’Andrea delle Fratte, no coração de Roma.

O encontro entre esses três personagens não foi planejado, mas sim o fruto de uma série de coincidências sociais, conduzidas pela Divina Providência que trariam o cético banqueiro à verdadeira fé.

Ratisbonne: o banqueiro debochado

Em 1842, um judeu francês de 27 anos, Alphonse Ratisbonne, estava visitando Roma. Ele era o filho mais novo de uma importante família de banqueiros de Estrasburgo, ligada ao círculo financeiro dos Rothschild.

Seu irmão mais velho, chamado Théodore, converteu-se ao catolicismo em 1827 e, anos mais tarde, ordenou-se sacerdote. Por isso, as esperanças dos Ratisbonne se voltaram para o jovem Alphonse.

Debochado e irreverente, nutria um ódio implacável contra a Igreja Católica. Dizia que até poderia converter-se ao protestantismo, mas jamais ao catolicismo.

Estava viajando pela Europa e pelo Oriente antes de se casar com sua prima Flora e entrar em parceria no banco de seu tio. Seu futuro parecia seguro e promissor.

Ele acabou por concluir sua viagem em Roma por mero acaso, e não em Palermo, como originalmente pretendia, sendo bem recebido pelo círculo diplomático francês que lá residia.

Na véspera da partida, deveria fazer a contragosto uma visita ao Barão Teodoro de Bussières, irmão de um velho conhecido. Para livrar-se do incômodo compromisso, tentou uma ligação, mas não conseguiu evitar o encontro.

O Barão de Bussières: Apóstolo ardoroso

Recém-convertido do protestantismo, Teodoro de Bussières, era católico praticante e apóstolo ardoroso que não desperdiçou a ocasião de trabalhar pela conversão daquela alma.

Recebeu com muita cortesia o visitante e conduziu habilmente a conversa, levando-o a falar sobre seus passeios pela Cidade Eterna.

Embora Ratisbonne parecesse bastante distante de qualquer conversão, o Barão, sem se deixar abater pelo seu constante sarcasmo e blasfêmia, viu nele um futuro católico.

Em certo momento, enquanto Ratisbonne ridicularizava o que considerava como “superstições da Religião Católica”, Bussières teve uma ideia: desafiá-lo a um teste simples.

— Já que você é um espírito tão superior e tão seguro de si, prometa-me levar ao pescoço este presente que vou lhe dar.

— Vejamos. De que se trata? — perguntou Alphonse.

— Apenas desta medalha — respondeu o Barão, mostrando-lhe a conhecida Medalha Milagrosa.

Surpreso, mas desejoso de provar a suposta inutilidade do objeto, Ratisbonne consentiu. A medalha foi colocada em seu pescoço pela filha do Barão.

Bussières também insistiu para que ele recitasse diariamente o Memorare (Lembrai-vos). Ratisbonne prometeu, contrariado:

— Se não me fizer bem, pelo menos não me fará mal.

Aquele gesto simbólico, contudo, seria apenas o início de uma sequência de eventos extraordinários.

Você também pode receber gratuitamente a Medalha Milagrosa e trazê-la consigo, ligue: 0800 878 2256 (Brasil) ou 351 300 305 367 (Portugal). 

Bussières e um círculo íntimo de amigos católicos aumentaram suas orações pelo cético Ratisbonne, entre eles encontrava-se o Conde Augusto de La Ferronays, católico fervoroso e embaixador da França na Santa Sé.

A aparição de Nossa Senhora das Graças

Dias depois, Teodoro de Bussières é surpreendido por uma notícia trágica: seu grande amigo, o Conde La Ferronays, havia falecido.

Soube, então, que o Conde, em seus últimos momentos, oferecera a própria vida a Deus em favor da conversão de Alphonse Ratisbonne.

A caminho de organizar o funeral do conde na Basílica de Sant’Andrea delle Fratte, Bussières encontrou Ratisbonne e pediu-lhe que o acompanhasse e esperasse na igreja até que ele combinasse alguns assuntos com o padre na sacristia.

Ratisbonne não o acompanhou até lá. Vagou pela basílica, detendo-se nos mármores e nas obras de arte.

Quando ele estava diante do altar lateral dedicado a São Miguel Arcanjo, Nossa Senhora apareceu-lhe subitamente.

Foi quando ele viu a simples capela desaparecer, e diante dele, à sua direita, estava uma jovem belíssima, vestida de luz e com os braços abertos, na mesma posição da Senhora representada na medalha.

Ela o fitou com doçura; de suas mãos abertas emanavam raios de graças. Sua presença era intensamente real, acentuada pela coroa que trazia sobre a cabeça.

Tomado por forte comoção interior, Ratisbonne ajoelhou-se e permaneceu em contemplação por alguns minutos. A Senhora desapareceu sem pronunciar palavra, mas ele compreendeu interiormente o que lhe era concedido.

Ao retornar da sacristia, o Barão surpreendeu-se ao encontrar Ratisbonne de joelhos, rezando com fervor diante do altar de São Miguel.

Amparado pelo amigo, Ratisbonne ergueu-se e, apontando para a Medalha Milagrosa, exclamou:

— Eu a vi! Eu a vi!

Imediatamente pediu que o conduzissem a um sacerdote para receber o Batismo.

Onze dias depois, a 31 de janeiro, ele recebeu o Batismo, a Confirmação e sua Primeira Comunhão das mãos do Cardeal Patrizi, vigário do Papa.

Uma conversão impossível realizada através da Medalha Milagrosa

A mudança na vida de Alphonse Ratisbonne foi completa e duradoura.

Batizado com o nome de Afonso Maria, o jovem renunciou ao ateísmo, à posição social que ocupava, à fortuna e às perspectivas de uma vida confortável, para desespero dos seus parentes.

Sua conversão, reconhecida como autêntica e milagrosa pelo Papa Gregório XVI, repercutiu por toda a Europa do século XIX.

Ele não apenas se tornou um católico fervoroso, como se ordenou sacerdote, ingressando posteriormente na Congregação de Nossa Senhora de Sião, fundada por seu irmão mais velho, onde dedicou o restante de sua vida à oração, ao ensino e à evangelização do povo judeu.

A aparição de Nossa Senhora a Ratisbonne permanece como um dos testemunhos mais eloquentes da Sua materna intercessão por meio da Medalha Milagrosa, entregue por Ela a Santa Catarina Labouré com esta promessa:

“Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança…”

Essa medalha, até então conhecida como “da Imaculada Conceição”, passou a ser chamada pelo povo de “milagrosa”.

Assim como Alphonse Ratisbonne, confie sua vida à proteção de Nossa Senhora, peça agora a Medalha Milagrosa e traga consigo este sinal de fé e confiança.

Ligue para: 0800 878 2256 (Brasil) ou 351 300 305 367 (Portugal). 

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