O início da vida pública de Jesus Cristo e o sentido do nosso próprio batismo.

A festa do Batismo do Senhor é celebrada no domingo seguinte à Epifania (que este ano cai no dia 11 de janeiro) e marca liturgicamente a conclusão do tempo do Natal, abrindo espaço para a contemplação do início da vida pública de Jesus.
A Igreja propõe essa festa como um convite à reflexão sobre um dos episódios mais significativos da vida de Jesus, no qual se manifesta, de modo explícito, a Santíssima Trindade, revelando quem é Jesus Cristo e como Deus age na história da salvação.
O Batismo no Jordão
São João Batista pregava um “batismo pela água”, associado à conversão e à preparação interior, e reconhecia em si mesmo apenas a missão de precursor.
Ele anunciava Aquele que viria batizar “com o Espírito Santo e com o fogo” (Lc 3,16), indicando um batismo que não se limita a perdoar os pecados, mas tornaria aqueles que o recebessem filhos de Deus.
O Batismo de Jesus no rio Jordão é o momento em que essa promessa começa a se cumprir publicamente. Ele, que era o Filho de Deus por natureza, é batizado, o Espírito Santo desce em forma de pomba, e a voz do Pai declara:
“Tu és meu Filho amado, em quem me comprazo” (Lc 3,22).
Esse episódio manifesta de forma clara a identidade divina de Jesus e também lança luz sobre a identidade e a missão de todo católico, que encontra nesse acontecimento uma chave para compreender o próprio batismo.
Quem deseja viver essa identidade batismal com mais firmeza pode encontrar um apoio concreto de oração e formação, ingressando no grupo Filhos Protegidos do Padre Pio.
Por que Jesus teve de ser batizado?
Ao contemplar esse evento, uma pergunta surge de modo quase espontâneo: por que Jesus, que não conheceu o pecado, submeteu-se a um batismo destinado à conversão dos pecadores?
A tradição católica sempre compreendeu esse gesto como uma expressão profunda da solidariedade de Nosso Senhor com a condição humana, assumida livremente quando Ele se encarnou.
Embora não tivesse necessidade de conversão, Jesus quis colocar-se ao lado dos pecadores, assumindo plenamente a realidade humana que viera redimir.
O Batismo de Jesus manifesta, assim, sua humildade e sua missão salvadora. Ao entrar nas águas do Jordão, Ele antecipa simbolicamente o movimento de descida que culminará na cruz, onde assumirá sobre si o peso do pecado do mundo.
Além disso, esse episódio expressa a reabertura da comunhão entre Deus e o homem.
Ao descer às águas, Jesus Cristo antecipa e prefigura sua própria missão. Por meio da Sua morte e ressurreição, Ele reabrirá definitivamente o acesso ao Pai, fazendo do homem um filho adotivo de Deus e restabelecendo a relação rompida pelo pecado.
O que o Batismo do Senhor nos ensina?
O Batismo do Senhor oferece uma chave fundamental para compreender o sentido do batismo católico. Ele mostra que a vida cristã não começa por uma iniciativa humana, mas por uma ação de Deus que precede e sustenta toda resposta do homem.
Assim como o Batismo do Senhor marca o início de sua vida pública, o batismo cristão marca o início de uma nova condição espiritual, na qual o fiel torna-se Filho de Deus e, por isso, é chamado a viver segundo a graça recebida.
Portanto, assim como Jesus iniciou Sua vida pública após ser batizado, também nós somos chamados, pelo nosso batismo, a começar uma vida de testemunho e apostolado.
Esta é a missão do católico, como foi a de Nosso Senhor a partir do seu batismo: convidar todas as pessoas a participarem da graça divina, alcançada no batismo e nutrida na vivência dos sacramentos.
Dessa forma, o nosso batismo não é apenas um rito de entrada na Igreja, mas o fundamento de toda a vida espiritual, sem a qual é impossível a vivência concreta da fé no mundo.
Para sustentar essa vida espiritual no dia a dia e contar com a intercessão de São Pio de Pietrelcina, muitos fiéis encontram apoio no grupo Filhos Protegidos do Padre Pio.




