Refletir sobre a origem desse dia é importante — mas mais ainda é enfrentar a mentira que está destruindo vidas, famílias e almas
O 1º de abril, conhecido popularmente como o “dia da mentira”, nasceu de um desencontro de datas.
Em 1582, o Papa Gregório XIII decretou a atualização do calendário por meio da bula Inter gravissimas, criando o calendário gregoriano que estabelece o primeiro dia do ano em 1º de janeiro.
Antes disso, porém, a celebração do Ano-Novo começava no dia 25 de março e se estendia até 1º de abril, alinhada com a primavera no hemisfério norte.
A brincadeira que começou com um calendário trocado
No século XVI, o rei francês Carlos IX decidiu adotar o recém-proposto calendário gregoriano, estabelecendo o dia 1º de janeiro como o início oficial do ano.
A mudança, porém, não chegou a todos os cantos da França ao mesmo tempo. Alguns camponeses e vilarejos afastados, por tradição ou por desconfiança, mantiveram a antiga comemoração.
Foram chamados de tolos, ridicularizados e vítimas de brincadeiras — como convites para festas inexistentes e notícias falsas. Assim nasceu, aos poucos, a tradição de se pregar peças no dia 1º de abril.
Com o tempo, a data cruzou fronteiras, ganhou versões diferentes em outros países e se consolidou no imaginário popular como o “dia da mentira”.
O peso real de uma mentira
Mas o que começou como uma gozação ganhou contornos sombrios em nossos tempos. Hoje, a mentira deixou de ser uma simples piada para se tornar um verdadeiro veneno que corrói lares, amizades, reputações e até nações inteiras.
Vivemos dias em que a dissimulação é exaltada, a verdade é relativizada, e o falso é disseminado com velocidade alarmante. Redes sociais, política, publicidade, relacionamentos: há um terreno fértil para a mentira se multiplicar — e fazer estragos.
Padre Pio, que viveu em tempos também marcados pela dor e pela confusão moral, sempre foi direto:
“Ande com simplicidade, fale a verdade!” Era seu conselho recorrente aos seus filhos espirituais.
Para ele, a mentira, ainda que pequena, era uma porta escancarada para o maligno. É preciso coragem para dizer a verdade — sobretudo quando o mundo inteiro se alimenta da mentira.
E se você sente que precisa de um norte para caminhar na luz — Padre Pio pode ser esse farol. Sua vida foi um testemunho radical de fé, verdade e fidelidade a Deus.
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A mentira que vivemos sem perceber
Talvez a maior armadilha da mentira moderna não esteja nas grandes farsas, mas nas pequenas concessões do dia a dia.
É verdade que muitos não têm mais tempo para seus filhos, que a mesa de jantar está vazia, que a Missa foi deixada de lado e também a oração e os sacramentos.
E é verdade, infelizmente, que o mais básico de todos os direitos — o direito à vida — está sendo relativizado em nome de conveniências.
No fim das contas, o 1º de abril expõe uma ferida que preferimos ignorar: estamos cercados de mentiras — e muitos começam a aceitá-las como se fossem a verdade.
Um grito interior por verdade
Mesmo nos dias mais cinzentos, algo dentro do homem clama por autenticidade. Ele quer confiar, ser confiável. Quer ser olhado com verdade. Não suporta por muito tempo a máscara da hipocrisia.
A alma humana não foi feita para viver na mentira. O coração, quando se afasta da verdade, definha. E se há algo que move o homem para o bem, é o desejo sincero de viver em justiça, sinceridade e comunhão com o outro — e com Deus.
“Conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará” (S. João 8,32). Essa é a promessa de Cristo. E é também o dever do cristão: comunicar a verdade, mesmo quando ela dói.
A missão de dizer a verdade — mesmo quando custa caro
A Associação Regina Fidei, que leva a luz da fé católica a milhares de pessoas, não poderia deixar de se posicionar neste dia. Em tempos onde a mentira tem megafones, escolhemos sussurrar a verdade com coragem.
Porque até um sussurro verdadeiro pode ecoar mais alto que um grito falso.
Que este 1º de abril sirva de alerta. Não para espalhar mais uma piada, mas para um exame de consciência: será que sou um dos que permite, pela omissão, que a mentira domine?